Dólar opera em alta de 0,27%, vendido a R$ 5,50, e Bolsa cai 1%; siga



O dólar comercial operava em alta na manhã de hoje e a Bolsa em queda. Por volta das 10h40 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,27%, negociada a R$ 5,50, em meio a temores globais de inflação, que antecipavam as expectativas dos investidores sobre elevações de juros nas principais economias.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, tinha desvalorização de 1,01%, aos 109.337,758 pontos.

Ontem o dólar subiu 0,71%, fechando a R$ 5,485 na venda, e o Ibovespa fechou em alta 0,06%, a 110.457,641 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto

Salto nos preços de energia

O salto nos preços de energia elevava temores de persistência da inflação elevada nas economias avançadas, o que poderia levar os principais bancos centrais a apertarem sua política monetária antes do esperado de forma a segurar a pressão. Isso, por sua vez, reduziria o diferencial de juros entre países desenvolvidos e emergentes, o que tenderia a beneficiar o dólar.

Além do clima já azedo no exterior, dados desta quarta-feira mostraram que as vendas no varejo brasileiro tiveram queda de 3,1% em agosto na comparação com julho e recuaram 4,1% sobre um ano antes, resultado bem abaixo da expectativa dos mercados. Segundo Samuel Cunha, economista da assessoria de investimentos H3 Invest, isso prejudicava o desempenho dos ativos domésticos.

E o Brasil também segue com suas costumeiras incertezas locais, como atrasos e decepções na agenda reformista do governo, desconforto fiscal e perspectiva de aumento da temperatura na política com a aproximação das eleições de 2022, disse Espirito Santo, da Órama. A tudo isso, continuou, soma-se o aumento sazonal na demanda por dólares, comum no final do ano.

Nesse contexto, o economista espera que o dólar encerre o ano entre R$ 5,20 e 5,30, podendo chegar a até R$ 5,70 no final de 2022, uma vez que, "historicamente, o dólar sobe em ano de eleição". Segundo ele, até mesmo a elevação da taxa Selic — que tende a beneficiar o real — terá impacto limitado sobre o câmbio, devendo apenas "ajudar a conter valorização maior do dólar."

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Com Reuters

Fonte: UOL