Dólar passa de R$ 4,28 e atinge maior valor da história durante um pregão



O dólar opera em alta nesta sexta-feira (31), de olho nos desdobramentos dos riscos relacionados ao coronavírus e seu possível impacto econômico na China.

Às 14h, a moeda norte-americana subia 0,55%, vendida a R$ 4,2807. Veja mais cotações. Na máxima do dia, o dólar atingiu R$ 4,2857 – maior valor intradia já registrado (em valores nominais, sem considerar a inflação).

No dia anterior, a moeda norte-americana encerrou o dia em valorização de 0,90%, vendida a R$ 4,2574. O recorde histórico foi alcançado no dia 27 de novembro do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 4,2584. No ano, a moeda já acumula alta de 5,22%.

Coronavírus
Em todo o mundo, investidores temem as consequências do surto de coronavírus para o crescimento da segunda maior economia do mundo, o que tem impulsionado o dólar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que a epidemia de coronavírus na China agora constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O número de mortos pelo vírus já passa de 200 em 21 países. A China continua sendo o mais afetado.

O receio do mercado é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais diretos e abrangentes sobre a atividade econômica, uma vez que o mercado tem na memória a epidemia de SARS de 2002 a 2003, também na China.

Os mercados emergentes, como o Brasil, sofrem mais porque são grandes exportadores de commodities, principalmente minério de ferro. Com a expectativa de revisão para baixo da demanda chinesa por esses produtos, a perspectiva é de que entre menos dólar nesses países, e por isso a procura pela moeda aumenta, e o preço sobe", explicou Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora à Reuters.
Segundo Velloni, caso o cenário na China fique mais positivo em função de algum fato novo, como uma possível vacina para o vírus, o câmbio pode rapidamente voltar a um patamar mais baixo. "Em momentos de crise o pessoal precifica muito mais alto. E depois o mercado volta à racionalidade", afirmou.

Fonte: G1