Fundos de hedge de criptomoedas crescem mesmo com queda do bitcoin, diz pesquisa

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Os fundos de hedge de criptomoedas receberam três vezes mais investimentos no primeiro trimestre deste ano do que no início de 2018, segundo relatório da consultoria PwC e da empresa de investimentos Elwood divulgada nesta segunda-feira.

A pesquisa mostrou que os fundos de hedge focados em criptoativos geraram uma média de US$ 4,3 milhões em investimentos entre janeiro e março, em comparação com 1,2 milhão em janeiro de 2018, sugerindo que a demanda por criptoativos se manteve mesmo quando o bitcoin perdeu 75 por cento do valor.

O preço do bitcoin atingiu pico em dezembro de 2017. Desde então, o mercado de criptomoedas voltado para o varejo tornou-se dominado por fundos de hedge, empresas interessadas em criptomoedas e indivíduos ricos, com investidores individuais em grande parte fugindo e investidores convencionais praticamente ausentes.

A saúde dos fundos de hedge focados em criptomoedas, portanto, oferece uma janela para a demanda por exposição ao mercado mais amplo.

Vários fundos faliram no ano passado, segundo o relatório, deixando a indústria altamente fragmentada. Cerca de 150 fundos de hedge de criptomoedas ativos administram um patrimônio coletivo de US$ 1 bilhão, com mais de seis em 10 fundos gerenciando menos de 10 milhões. Menos de 10 por cento supervisionam ativos de mais de US$ 50 milhões, mostrou a pesquisa.

"A indústria de fundos de criptoativos de hoje é provavelmente onde a indústria tradicional de fundos de hedge estava no início dos anos de 1990", disse Henri Arslanian, que supervisiona as criptomoedas na PwC, em um comunicado.

O relatório, baseado em informações transmitidas por gestores em 100 fundos de hedge de criptomoedas, mostrou que tais fundos tiveram no ano passado uma perda média de 46 por cento.

O bitcoin era negociado a US$ 7.506 nesta segunda-feira, em alta de 8 por cento e perto do maior nível em nove meses. A moeda disparou 14 por cento no sábado, a segunda maior alta diária este ano, atingindo maior valor desde o início de agosto.


Fonte: Época Negócios